17 mai
2025
– 18h56
(atualizado às 19h31)
Resumo
Avião da Lufthansa ficou 10 minutos sem supervisão na cabine após copiloto ter mal súbito e piloto estar trancado fora; incidente de 2024 gerou recomendação para revisar protocolos de segurança.
Um voo da Lufthansa ficou cerca de 10 minutos sem ninguém no comando da aeronave após um incidente envolvendo os dois pilotos. O comandante havia saído da cabine para ir ao banheiro, e nesse intervalo o copiloto sofreu um mal súbito, deixando o avião no piloto automático, sem supervisão humana direta.
O caso aconteceu em 17 de fevereiro de 2024, mas só foi divulgado em um relatório da comissão espanhola de investigação aérea em 15 de maio.
O voo LH77X levava 205 pessoas de Frankfurt, na Alemanha, para Sevilha, na Espanha, quando, o comandante saiu da cabine às 10h31. Ao tentar retornar, não conseguiu desbloquear a porta, mesmo após várias tentativas com a senha e o código de emergência, informou a CNN.
De acordo com a TV, um tripulante também tentou contato com o copiloto, que não respondeu.
Pouco depois, o copiloto conseguiu abrir a porta manualmente, apresentando sinais evidentes de mal-estar, como palidez, suor excessivo e movimentos descoordenados. A investigação revelou que ele sofreu um episódio relacionado a uma condição médica não identificada anteriormente, apesar de estar com a certificação em dia. Após o ocorrido, seu certificado médico foi suspenso.
Ainda de acordo com a CNN, diante da gravidade do episódio, a Comissão de Investigação recomendou à agência europeia de aviação que revise os protocolos de segurança e torne obrigatória a presença de duas pessoas autorizadas na cabine de comando durante todo o voo.
A Lufthansa não comentou o caso até o momento.
A Marina da Glória, no Rio de Janeiro, é reduto do samba neste fim de semana, com o festival ‘Capital do Samba’. Juliana Paiva, Mel Maia, Aline Campos e mais famosos passaram por lá neste sábado (17) para prestigiar o evento, que conta com shows de Zeca Pagodinho, Dilsinho, Thiaguinho, Menos é Mais e Pixote.
Navio de treinamento da Marinha mexicana bate na ponte do Brooklyn, em Nova York, EUA, em 17 de maio de 2025 — Foto: REUTERS/Santiago Lyon
Aviso: esta reportagem contém descrições de violência sexual
Quando Kate e o marido sentaram uma noite para conversar, ela nunca poderia imaginar o que ele estava prestes a contar.
“Eu venho te estuprando. Estou sedando você e tirando fotos suas há anos.”
Kate (nome fictício) ficou sem palavras. Ela ficou ali sentada, paralisada. Não conseguia entender o que ele estava dizendo.
“Ele simplesmente me disse como se fosse algo como: ‘Vamos comer espaguete à bolonhesa amanhã no jantar, você pode pegar o pão?”
Durante anos, a portas fechadas, seu marido havia sido controlador e abusivo. Ele era violento e fazia uso indevido de remédios controlados.
Também houve ocasiões, ao longo dos anos, em que Kate acordou e o encontrou fazendo sexo com ela, algo que ela não podia consentir, pois estava dormindo. Isso era estupro.
Ele dizia depois que tinha remorso, que estava sonâmbulo durante o abuso e não sabia o que estava fazendo. O marido dizia que estava doente e que devia haver algo de errado com ele.
Kate apoiou ele a buscar ajuda de profissionais de saúde.
Mas, na época, ela não tinha ideia de que ele estava misturando medicamentos para dormir no chá dela à noite, para poder estuprá-la enquanto dormia.
Após a confissão, ele disse que, se ela fosse à polícia, sua vida estaria acabada. Então ela não foi.
Ele era o pai dos seus filhos. Ela não queria acreditar que alguém com quem havia compartilhado sua vida pudesse ser capaz de querer machucá-la tanto.
No entanto, nos meses seguintes, o horror do que ele disse ter feito com ela começou a ter um efeito físico.
Kate afirma que ficou muito doente, perdeu bastante peso e começou a ter ataques de pânico.
Quase um ano após a confissão do marido, durante um ataque de pânico particularmente forte, Kate contou tudo à irmã.
A irmã ligou para a mãe delas, que chamou a polícia. O marido de Kate foi preso e interrogado.
Quatro dias depois, no entanto, Kate entrou em contato com a polícia de Devon e Cornwall dizendo que não queria dar continuidade ao caso.
“Eu simplesmente não estava pronta”, diz ela. “Havia um luto. Não apenas para mim, mas para as crianças. O pai deles jamais voltaria a ser quem era.”
No entanto, Kate não queria mais o marido na casa, e ele se mudou.
Depois disso, ela começou a pensar com mais clareza sobre o que havia acontecido. Seis meses depois, Kate voltou à polícia.
Uma investigação foi aberta, liderada pelo detetive Mike Smith.
Kate conta que o detetive a ajudou a entender que ela era sobrevivente de um crime grave: “Ele me ajudou a recuperar meu poder. Eu não tinha consciência de que isso havia sido tirado de mim. Ele explicou que foi estupro.”
Os prontuários médicos do seu (agora ex-)marido forneceram uma evidência crucial. Após confessar o que havia feito a Kate, ele pagou uma consulta particular com um psiquiatra.
Durante a sessão, ele contou que “drogava a esposa para fazer sexo com ela enquanto ela dormia”. A admissão foi registrada nas anotações do psiquiatra.
Kate diz que o marido também confessou a algumas pessoas dos Narcóticos Anônimos, assim como a amigos da igreja que ambos frequentavam.
Os arquivos da polícia sobre o caso acabaram sendo apresentados ao Crown Prosecution Service (CPS), o Ministério Público britânico, mas o CPS decidiu pela não abertura de processo.
Kate não conseguia entender o motivo.
“Eu pensei: Se não há provas suficientes no meu caso para condenar, com confissões do perpetrador, então como qualquer outra pessoa tem chance?”, diz ela.
Devastada, ela solicitou uma revisão formal das decisões do CPS. Seis meses depois, o CPS informou que seu ex-marido seria indiciado. E também admitiu que “a decisão original tomada pelo nosso promotor de acusação foi falha”.
“Embora acertemos a grande maioria das nossas decisões de indiciamento de primeira, este não foi o caso aqui, e pedimos desculpas à vítima pela angústia que isso deve ter causado”, afirmou um porta-voz do CPS ao programa de rádio File on 4 Investigates, da BBC.
O caso foi levado ao tribunal em 2022, cinco anos após o ex-marido de Kate ter confessado o que fez a ela.
Durante o julgamento, ele alegou que Kate tinha uma fantasia sexual de ser amarrada enquanto dormia, e ser acordada nessa posição para fazer sexo consensual. Ele admitiu tê-la drogado, mas disse que era para poder amarrá-la sem acordá-la. Ele negou que fosse para estuprá-la, mas o júri não acreditou nele.
“Achei isso totalmente absurdo”, afirmou o detetive Smith. “É a coisa mais traumática da vida dela, e eles a retrataram como uma pessoa totalmente envolvida com algum tipo de fetiche sexual.”
Após um julgamento que durou uma semana, o ex-marido foi considerado culpado de estupro, agressão sexual por penetração e administração intencional de substância.
Na sentença, ele foi descrito pelo juiz como “uma pessoa obcecada por si mesma, priorizando incessantemente suas próprias necessidades”, que não demonstrou “nenhum remorso pessoal real”.
Ele foi condenado a 11 anos de prisão, e recebeu uma ordem de restrição por toda a vida.
Três anos depois, Kate está tentando reconstruir sua vida com os filhos. Desde então, ela foi diagnosticada com transtorno de estresse pós-traumático (TEPT) e um distúrbio neurológico, causados pelo trauma que sofreu.
Kate vê semelhanças entre seu caso e o de Gisèle Pelicot, a francesa cujo ex-marido a drogou e estuprou, além de ter recrutado dezenas de homens para abusar dela.
“Me lembro de que, na época, eu apenas esperava e rezava para que ela recebesse o apoio e a validação de que precisava”, diz Kate.
“Controle ou submissão química” é o termo que está sendo usado agora para abusadores domésticos que utilizam medicamentos como arma. “Provavelmente é bastante difundido”, adverte Marianne Hester, professora do Centro de Pesquisa sobre Gênero e Violência da Universidade de Bristol, no Reino Unido.
“Eu sempre penso nisso em termos do kit de ferramentas do agressor”, diz ela. “Se houver medicamentos prescritos em casa, será que o agressor está usando eles como parte do abuso de alguma forma?”
Crimes como o chamado spiking — ato de colocar uma droga na bebida de alguém — estão sendo subnotificados, em parte devido a mudanças na forma como a polícia registra os crimes, afirma Nicole Jacobs, comissária para abuso doméstico da Inglaterra e do País de Gales.
“Se os ministros quiserem garantir que as medidas adotadas para reduzir pela metade a violência contra mulheres e meninas na próxima década estejam reduzindo os danos, precisamos medir com precisão todos os crimes relacionados a abuso doméstico denunciados à polícia”, afirma.
“Isso é fundamental não apenas para garantir que os perpetradores sejam responsabilizados, mas também para que as vítimas recebam a ajuda necessária para se reconstruir após o abuso.”
O Ministério do Interior britânico informou à reportagem que está desenvolvendo um software policial que será capaz de identificar incidentes de spiking que ocorrem como parte de outro crime.
De acordo com um projeto de lei sobre crime e policiamento atualmente em tramitação no Parlamento, o governo está criando o que é descrito como um novo tipo de crime “moderno” de “administração de substância nociva, inclusive por meio de spiking” — para incentivar as vítimas a denunciarem à polícia.
A prática de spiking já é um crime em todo o Reino Unido, abrangido por outras leis, inclusive a Lei de Crimes contra a Pessoa de 1861.
Sob a nova legislação, que será aplicada na Inglaterra e no País de Gales, os perpetradores vão poder pegar até 10 anos de prisão.
O Ministério da Justiça afirma que a criação de um crime específico vai ajudar a polícia a monitorar os casos de spiking, “e incentivar mais vítimas… a se apresentar e denunciar esses crimes”.
Jess Phillips, ministra da Proteção e Combate à Violência contra Mulheres e Meninas, classificou o spiking como “um crime vil que viola a confiança e a sensação de segurança das vítimas”, em uma declaração ao programa File on 4 Investigates, da BBC.
Estão em andamento discussões para estender a lei à Irlanda do Norte.
O governo escocês diz que não tem, atualmente, planos de criar um crime específico, mas está mantendo a situação sob análise.
Finalmente, foi feita justiça a Kate. Mas seu ex-marido não estaria na prisão se ela não tivesse enfrentado o CPS quando este não acreditou que o caso apresentasse uma chance realista de condenação.
“Quero que outras pessoas entendam que o abuso acontece muito mais silenciosamente do que se pensa”, diz Kate. “Ainda estou entendendo direito o que aconteceu comigo, e como isso me afetou.”
Suspense da cineasta escocesa Lynne Ramsay, adaptado do romance de 2017 de Ariana Harwicz, “Die, My Love”, se passa na América rural e fala sobre uma mãe, vivida por Lawrence, que desenvolve a depressão pós-parto e entra em psicose. Pattinson interpreta seu marido, e Stanfield seu amante. Também no elenco estão Sissy Spacek e Nick Nolte.
O perfil @assistencia_inss parece oficial: tem fotos e enunciados que induzem o cidadão a achar que ele é real. Mas, de acordo com nota divulgada pelo INSS, o perfil está “utilizando de forma indevida o nome, a identidade visual e informações do INSS, principalmente sobre a liberação de reembolso de descontos indevidos.”
O Hamas propôs a libertação de mais reféns dentro de um novo acordo de cessar-fogo com Israel. Uma nova rodada de negociações começou no sábado (17/5) horas depois que militares israelenses lançaram uma grande nova ofensiva na Faixa de Gaza.
O Hamas concordou em libertar nove reféns em troca de uma trégua de 60 dias e da libertação de prisioneiros palestinos por Israel, disse uma autoridade palestina à BBC.
O oficial disse que o novo acordo proposto também permitiria a entrada de 400 caminhões de ajuda por dia e a retiradas de pessoas hospitalizadas em Gaza. Israel, por sua vez, exigiu prova de vida e informações detalhadas sobre todos os reféns que ainda estão sob poder do Hamas.
Mediadores do Catar e dos EUA participam das negociações em Doha.
Israel ainda não respondeu publicamente ao acordo proposto, mas disse que não retiraria as tropas de Gaza nem se comprometeria com o fim da guerra.
A proposta do Hamas não passaria por essas condições, segundo apurou a BBC.
Os militares de Israel anunciaram o lançamento de uma nova ofensiva chamada Operação Carruagens de Gideão no sábado, em meio à onda mais letal de ataques em Gaza em meses.
Pelo menos 300 pessoas foram mortas desde quinta-feira, segundo equipes de socorro, inclusive em hospitais e campos de refugiados no norte e no sul da faixa.
Milhares já foram mortos desde que Israel retomou os ataques em 18 de março, após o rompimento de um cessar-fogo frágil que durou dois meses.
Agências humanitárias dizem que a já grave situação em Gaza piorou, já que Israel está bloqueando o fornecimento de alimentos e outros auxílios.
O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, prometeu no início deste mês uma grande escalada militar na guerra para ocupar e controlar partes de Gaza, forçar a população palestina para o sul do território e assim “destruir” o Hamas.
Falando de Gaza, a jornalista Ghada Al Qurd disse ao programa Newshour da BBC que houve muitos “ataques aéreos, bombardeios, drones, tiros e até explosões, no norte e no leste”.
“É aterrorizante e horrível”, disse.
Ela disse que sua família estava fazendo apenas uma refeição por dia, devido à escassez e ao aumento vertiginoso dos custos, e acusou Israel de “fazer dos alimentos uma arma”.
Outra questão premente é a fome entre os 2,1 milhões de habitantes de Gaza, à medida que surgem imagens e relatos de crianças sofrendo de desnutrição sob o bloqueio israelense.
O presidente dos EUA, Donald Trump, disse na sexta-feira que “muitas pessoas estavam morrendo de fome” em Gaza. O governo israelense rejeitou repetidamente as alegações de que há escassez de alimentos em Gaza.
Victoria Rose, uma cirurgiã britânica que trabalha no hospital na cidade de Khan Younis, disse ao programa Today da BBC Radio 4 que sua equipe estava “exausta” e que os funcionários perderam uma “quantidade considerável de peso”.
“As crianças estão muito magras”, disse ela. “Temos muitos jovens cujos dentes caíram.”
“Muitos deles têm queimaduras bastante significativas e, com esse nível de desnutrição, estão muito mais propensos a infecções e têm muito menos capacidade de cicatrização.”
O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, havia dito em 5 de maio que Israel estava se preparando para uma “entrada de intensidade em Gaza”, mas que não começaria a ação até que Trump concluísse seu giro pelo Oriente Médio, finalizado na sexta-feira.
Residentes do norte e do centro de Gaza foram instruídos a deixar suas casas ou locais de abrigo – uma ordem que os trabalhadores humanitários dizem ser quase impossível de cumprir, porque muitos já estão desabrigados ao longo da guerra.
As Forças de Defesa de Israel disseram que a operação não seria interrompida “até que o Hamas não seja mais uma ameaça e todos os nossos reféns estejam em casa” e que haviam “atingido mais de 150 alvos terroristas em toda a Faixa de Gaza” nas últimas 24 horas.
Os ataques de sábado atingiram cidades no norte de Gaza, incluindo Beit Lahiya e o campo de refugiados de Jabalia, bem como na cidade de Khan Younis, no sul, disseram o Ministério da Saúde administrado pelo Hamas e as forças de defesa civil.
Milhares de tropas israelenses, incluindo soldados e reservistas, podem entrar em Gaza à medida que a operação se intensifica nos próximos dias. Tanques israelenses também foram vistos na fronteira, informou a agência de notícias Reuters.
A intensificação da ofensiva foi condenada pela ONU e por alguns líderes europeus.
O Comissário-Geral da Agência da ONU para os Refugiados Palestinos (UNRWA), Philippe Lazzarini, expressou choque com a operação militar de Israel, dizendo: “Quantas vidas palestinas mais serão apagadas de sua pátria por bombardeios, fome ou falta de cuidados médicos?”
“Atrocidades estão se tornando uma nova norma”, disse ele.
Após os novos ataques, o Secretário-Geral da ONU, António Guterres, o primeiro-ministro espanhol, Pedro Sánchez, e o ministro das Relações Exteriores da Itália, Antonio Tajani, pediram um cessar-fogo permanente, enquanto o Ministério das Relações Exteriores da Alemanha disse que a nova ofensiva corria o risco de “agravar a situação humanitária catastrófica para a população de Gaza e os reféns”.
“O delegado voltou aqui enquanto a senhora estava descansando e achamos melhor ele falar conosco primeiro. Era realmente ela, dona Arlete, a sua Valéria. […] A partir das radiografias que o dentista da Valéria tinha guardadas, o legista confirmou que os restos mortais encontrados eram mesmo da sua filha. Eu sinto muito….”